Silêncio.

Tem sido o silêncio que tenho usado para pensar no que está a acontecer ao Sporting, a começar na direcção até ao adepto comum. É que o silêncio num momento destes é de ouro, em que se espera ponderação na forma de abordar os problemas, e que acabou derramado nos jornais, em imagens tiradas de análises clínicas, em atitudes menos próprias de um presidente que passou a viver a vida (nada contra) e a tornar o seu Sporting (é o órgão máximo do clube, daí a referência) o segundo classificado das suas prioridades, prejudicando com ele a “estratégia” de comunicação (interna e externa) e mais recentemente o aniversário do clube. Percebo que a data da gala anual faça maior sentido no dia do aniversário do clube, e que na qualidade de presidente do clube fazer com que seja a segunda prioridade do dia é complicado de gerir. Os tempos estão difíceis, e qualquer manobra destas vai cair, com justiça, na crítica, na ofensa, vão aparecer mais inimigos, etc.

Eu como não gosto da comunicação social no geral, custa-me que se queira aliar-se a eles, arranjar entrevistas mas todos sabemos que só tendo gente nas áreas de decisão/difusão é que se consegue ter algum poder. A visão do adepto não se pode sobrepor à visão institucional do problema. Ter um presidente criticado por aparecer à custa do seu casamento, num momentos destes, é o suficiente para se cair novamente no erro de generalizar tudo, e de implicar com a vida pessoal do homem, o que para mim é um problema de timing apenas. Nisso não me meto, desde que não interfira com a vida do Sporting…e numa coisa estamos de acordo: publicamente só aconteceu o caso da data da gala deste ano. Agora essa história de assumir que desde que anda com outra, que ficou diferente e mais egocêntrico, é discutível, porém não é irrealista.

Só peço atitude nos momentos certos, que mande quem tem de mandar embora, que traga quem tem realmente de trazer para dentro de casa. Que fale para fora, desde que assumidamente tenha falado para dentro e que tenha ficado isso mesmo patente na forma como os jogadores jogam, falam e pensam – não me pareceu por esta última época. Pedia-se que tivesse um pouco mais de ponderação nas palavras que proferiu nos últimos comunicados, mesmo percebendo que é muito mais difícil lidar com os inimigos do seu próprio clube dos que os outros inimigos, mas os nossos são os nossos.

E agora também vou generalizar, pegando no exemplo do famoso histerismo dos adeptos: podemos convocar assembleias gerais para se criticar em espaço próprio as pessoas e as estrutura. Podemos achar que o Blackout à CS resolve tudo mas só vai minar ainda mais o desporto português, as instituições desportivas e disseminar a discórdia, as notícias falsas, inimigos e mais inimigos. Podemos achar que a aliança com o porto vai-nos prejudicar, o que não quer dizer que não aconteça mas é menos um “inimigo” para nos encher a cabeça e para atacar o poder instituído no futebol português. Gosto de ver o copo meio cheio nestas coisas porque o caminho fácil é fechar as portas a quem não nos quer bem, e abrir aos que querem (mas a preços de saldo porque a próxima polémica será o preço das gameboxes). Vamos acreditar na estratégia, acalmar e criticar  o que houver para criticar em sede própria. Nós, adeptos, e o clube.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s